21 de ago de 2011

ARTIGO - SELOS AMBIENTAIS NA HOTELARIA BRASILEIRA

Atualmente o Brasil, e outros países, falam bastante sobre sustentabilidade e uso de energias renováveis. Os hotéis, pousadas, albergues e outros meios de hospedagem brasileiros ainda não estão totalmente adequados às chamadas politicas e tecnologias verdes.

Foi visando isso que criou-se um artigo por alunos de Turismo da UFPE, apresentado na disciplina de Meios de Hospedagem. . Alguns meios de hospedagem começam a aderir os Selos ambientais que é uma das ferramentas que pode contribuir para a implementação de políticas públicas em prol do desenvolvimento de novos padrões de consumo que envolvem condições ambientalmente mais saudáveis e, ainda contribuem para a evolução da prestação de serviços.

Que tal ocupar um pouco do seu tempo para refletir sobre esse assunto importantíssimo e amadurecer essa idéia?


ARTIGO - SELOS AMBIENTAIS NA HOTELARIA BRASILEIRA

RESUMO

Um assunto que vem sendo discutido bastante em países desenvolvidos e nos que estão em desenvolvimento é a questão ambiental e sustentável dos inúmeros estabelecimentos. Alguns meios de hospedagem começam a aderir os Selos ambientais que é uma das ferramentas que pode contribuir para a implementação de políticas públicas em prol do desenvolvimento de novos padrões de consumo que envolvem condições ambientalmente mais saudáveis e, ainda contribuam para a evolução da prestação de serviços.
Existem dois selos ambientais que são mais encontrados no Brasil: AQUA (Alta Qualidade Ambiental) e LEED (Leadership in Energy and Environmental Design), além do ISO 14001. Com esses selos o empreendimento torna-se diferenciado, reduz os custos de operações nos meios de hospedagem adotando novas tecnologias ecológicas, que ainda acrescentam à construção qualidade e conforto aos usuários.
No Brasil a implantação dos selos evidenciará a preocupação das empresas em procurar minimizar gastos e desperdícios, isso que contribui tanto para o usuário quanto para o dono do empreendimento hoteleiro, já que ambos serão beneficiados, o primeiro com um ambiente mais natural, mais social e limpo, e o outro com a redução de gastos e o valor agregado que trazem os selos ambientais.


PALAVRAS-CHAVE: Hotelaria, Selos Ambientais, Conscientização, Inovação.



ABSTRACT
One issue that has been discussed enough in developed countries and those under development is the issue of environmental and sustainable countless. Some lodging facilities begin to embrace the environmental Seals are one tool that can contribute to the implementation of public policies for development of new consumption patternsthat involve environmentally healthy conditions and also contribute to the evolution ofservice delivery .
There are two environmental seals that are most commonly found in Brazil: AQUA(High Environmental Quality) and LEED (Leadership in Energy and EnvironmentalDesign),and ISO 14001. With these stamps the venture becomes differentiated, reduce operational costs in hosting means adopting new green technologies, which also add to the build quality and comfort to users.
In Brazil, the implementation of the stamps will show the concern of companies seeking to minimize costs and waste, that contributes to both the user and the owner of the hotel development, as both will benefit, the first with an environment more natural,social and clean, and the other cost-cutting and value that bring environmental seals.

KEYWORDS: Hospitality, Seals Environmental, Awareness, Innovation.



INTRODUÇÃO

Não se ouve falar muito sobre os Selos ambientais utilizados em Hotéis e outros meios de hospedagens no Brasil. São pouquíssimos os empreendimentos que utilizam esses selos e mesmo não são tão divulgados, ou valorizados pela população brasileira e hóspedes, tanto nacionais quanto internacionais.

É de grande importância a implantação desses selos pois valoriza o local e sua comunidade, não utilizando de forma destrutiva seus recursos naturais. Os estabelecimentos que adotam os selos ambientais reduzem em até 40% nos gastos de operacionalização, tornam o serviço padronizado, já que há uma lista de itens a serem cumpridos e implantados para obter-se uma certificação de hotel ecologicamente correto.

Além das reduções de custos e padronização, há também uma diferenciação no mercado e valorização da imagem da marca em relação ao público, hóspedes e até mesmo os funcionários. A comunidade também sente essas mudanças e na maioria dos casos há uma boa integração entre os gestores, empreendedores e comunidade local.

Em contrapartida os hotéis que desejarem ter essa certificação, que provavelmente vai ser conceito de boa qualidade ou até mesmo obrigatório no Brasil, terá que desembolsar de 5% a 10% a mais para o custo de implantação, gerando assim um aumento do preço na locação das suas Unidades Habitacionais, isso provavelmente acabará distanciando alguns hóspedes e mudando de alguma forma seus públicos-alvo.
É muito importante que esses hotéis certificados tenham cuidados especiais e alguns gastos com operações que antes eram simplórias.



REFERENCIAL TEÓRICO
Os meios de hospedagem são edificações que oferecem serviços essenciais de hospedagem, lazer, alimentos e bebidas aos turistas e visitantes em geral.
Para realização das operações essenciais de um meio de hospedagem são utilizados inúmeros produtos não estocáveis como é o caso de alimentos perecíveis, além disto, consumo quase ininterrupto de água, combustíveis fósseis, plástico descartáveis, entre outros.
Para melhor entendimento, precisasse retornar aos primórdios e entender porque os consumidores passaram a ter um melhor entendimento do que é o meio ambiente e qual sua importância para a vida.
Exemplificando as fases de mudança cultural dos povos em relação ao meio ambiente, Capra (1982) estrutura a seguinte tabela:
Tabela 1 – Evolução Cultural do Pensamento Ambiental Humano
 Fonte: CAPRA (1982)


A tabela mostra quais as características das fases e qual sua influência sobre a questão ambiental, primeiramente ascensão do movimento feminista onde a mulher deixa de ser apenas um objeto de procriação e começa a tomar seu lugar na sociedade, logo após, o esgotamento dos combustíveis fósseis o que promove a idéia da necessidade de novas fontes de energia, como as renováveis e em dias mais atuais o homem sapiens sapiens  passou a entender melhor o ambiente ao seu redor e perceber que a lei de ação e reação de Newton funcionava também para os danos causados à natureza.
Segundo Chamusca (...) apud Catra (1982) “por volta dos anos 70 à expressão meio ambiente era difundida e utilizada genericamente referindo-se apenas ao meio natural, ou seja, à natureza ou aos ecossistemas naturais, acepção esta que atualmente ainda predomina na maioria leiga da população”.
A utilização destes insumos é considerada de baixo impacto se os mesmos fossem utilizados isoladamente, porém o segmento hoteleiro faz parte de uma cadeia que envolve inúmeras operadoras que somadas, podem constituir-se em risco potencial ao meio ambiente (GONÇALVES, 2004).
 Na realidade atual o meio de hospedagem tem um papel educativo, sensibilizador, já que o fluxo de pessoas que o utilizam é geralmente grande e diversificado, além do que, o público consumidor atual possui uma maior conscientização ecológica e são mais exigentes nesse aspecto, logo, aproveitando-se desta nova problemática ambiental os empreendimentos hoteleiros estão procurando incorporam e agregam a sustentabilidade para melhorar a imagem de sua organização e permanecer no mercado competitivo atual.
Pensando a respeito disso foram criados então os selos ambientais. Esse é um assunto recente, cada vez mais em crescimento e que vem sendo aceito tanto nos países desenvolvidos, quanto nos em desenvolvimento. É uma das ferramentas que pode contribuir para a implementação de políticas públicas em prol do desenvolvimento de novos padrões de consumo que envolvem condições ambientalmente mais saudáveis e, ainda contribuam para a evolução da prestação de serviços.

O termo rotulagem ambiental apresenta vários conceitos, de acordo com cada autor. Para a ABNT (2002) “É a certificação de produtos adequados ao uso que apresentam menor impacto no meio ambiente em relação a produtos comparáveis disponíveis no mercado”. O CEMPRE (1999) considera que “Rotulagem ambiental são declarações que dão ao consumidor informação acurada a respeito do impacto ambiental de um produto”. Já Nascimento (2002) afirma que “Os rótulos ecológicos atestam que um produto causa menor impacto ambiental em relação a outros comparáveis e “disponíveis no mercado””. Outros ainda consideram que “A rotulagem ambiental consiste na atribuição de um selo ou rótulo a um produto para comunicar ao seu consumidor que este atende aos padrões ambientais requeridos para sua concessão” (ROTULAGEM AMBIENTAL 2002).

Muitas são também as nomenclaturas usadas como sinônimos do termo rotulagem: Ecorótulos ou ecorrótulos (Kinlaw, 1997; Callenbach, 2001); Rótulo ambiental (Barbieri, 1997; Cabral (2000); Chehebe, 1998); Rótulo ecológico (Duarte, 1997; ABNT, 2002); Selo verde (Corrêa, 1998; Maimon, 1996;); Eco-selos (Callenbach, 2001); Etiqueta ecológica ou ecoetiquetas (Tejera, 2000); e Selo ambiental (Donaire, 1995; Baena, 2001).

A qualidade na exploração hoteleira depende, e muito da qualidade do meio ambiente no qual ela está inserida. Neste contexto, a gestão ambiental, tendo em vista o controle e gestão dos resíduos geradores e a conseqüente escassez de recursos naturais que esta ocasiona, são considerados fatores fundamentais para o planejamento hoteleiro.
Em função disso, os hotéis estão trazendo o gerenciamento ambiental para dia-a-dia de seus negócios, pois utilizam os recursos naturais, energia, água e outros materiais que estão sob ameaça crescente. (GONÇALVES, 2004).

Segundo Ruschmann(1997,p.24) os desastres ecológicos provocados pelo vazamento de petróleo nos oceanos, os riscos potenciais das usinas nucleares, os gases tóxicos, etc. Põem em risco a sobrevivência do homem no planeta, tornando os efeitos negativos do turismo até insignificantes.

Ainda assim, mesmo que possa se considerar a hotelaria como atividade econômica de pouco impacto ambiental, não se deve entender que a mesma esteja é isenta de preocupação e responsabilidade para com a sustentabilidade.
Kirk (apud Gonçalves 2004,p.74) afirma que se os impactos forem somados, o segmento pode desenvolver um relativo potencial danoso ao meio ambiente.
Afim de que esses impactos sejam minimizados e melhor controlados foram criados os selos ambientais que promovem a normatização da sustentabilidade e padronizam normas ambientais obrigatórias aos que adotam tais selos.
No Brasil são normalmente encontrados dois selos: AQUA (Alta Qualidade Ambiental) e LEED (Leadership in Energy and Environmental Design), além do ISO 14001.     Esses selos de construção ambiental são, além de diferenciais de mercado, uma forma de reduzir os custos de operações nos meios de hospedagem por meio da adoção de tecnologias ecológicas, que ainda acrescentam à construção qualidade e conforto aos usuários.
Desmembrando cada selo pôde-se conceituar da seguinte forma:
ISO 14001
A ISO 14001 é uma norma internacionalmente reconhecida que define o que deve ser feito para estabelecer um Sistema de Gestão Ambiental (SGA) efetivo. A norma é desenvolvida com objetivo de  criar o equilíbrio entre a manutenção da rentabilidade e a redução do impacto ambiental; com o comprometimento de toda a organização. Com ela é possível que sejam atingidos ambos objetivos.

AQUA (Alta Qualidade Ambiental)
Esse sistema de certificação é gerenciado pela Fundação Vanzolini e é resultado de uma adaptação do sistema francês Haute Qualité Environnementale à realidade brasileira. O selo prevê a análise da perfomance do empreendimento em 14 categorias de critérios, divididos nos grupos Eco-construção, Gestão, Conforto e Saúde. Cada um deles é classificado como bom, superior ou excelente nas três fases do projeto: programa, concepção e realização. Para obter o selo é necessário ser “bom” em todos os critérios e atingir, no mínimo, quatro marcas no nível “superior” e três no nível “excelente”.

LEED (Leadership in Energy and Environmental Design)
O sistema de certificação LEED foi criado pelo Conselho de Green Building dos EUA (USGBC) e adaptado para a realidade brasileira pela filial Green Building Council Brasil – entidade criada para promover e disseminar tecnologias, materiais, processos e procedimentos mais sustentáveis na construção civil. Construções que conquistam o selo LEED (da sigla em inglês que significa Liderança em Energia e Design Ambiental) são mais eficientes no uso de recursos como água e energia e geram menos impactos socioambientais durante todo o seu ciclo de vida.

            Primeiramente as empresas buscam o ISO 14001 que seria a padronização ambiental logo após buscam o LEED, porém, segundo a ONG Green Building Council Brasil, Segundo a ONG Green Building Council Brasil, atualmente existem somente 14 empreendimentos que conquistaram este selo, mas cerca de 150 obras estão em processo de certificação, entre as quais alguns hotéis. As construções que obedecem às normas de certificação Leed têm um aumento de 5% a 10% no custo de implantação, mas no entanto, os gastos na operação são reduzidos em 40%. E redução nos custos de um hotel é de vital importância para a rentabilidade do negócio e porque não dizer para a própria sobrevivência.
Além dos selos ambientais oficiais há também selos dados por revistas, sites como é o caso do Guia Quatro Rodas, que se trata de uma revista de turismo, que legitimam e elegem os meios de hospedagem sustentáveis do ano através de ações feitas pelos menos pela sustentabilidade do local. Alguns destes hotéis e suas respectivas ações sustentáveis segundo o (Guia Quadro Rodas, 2011) que certificou 43 hotéis como hotéis sustentáveis, são:

FAZENDA CAMPO DOS SONHOS (Socorro, SP)
- Aquecimento solar;
- Uso de lâmpadas de baixo consumo de energia;
- Separação do lixo orgânico e do reciclável;
- Minhocário para tratar o lixo orgânico e transformá-lo em adubo para o pomar e a horta – que, aliás, abastecem o restaurante do hotel;
- Criação de bactérias decompositoras de resíduos inorgânicos;
- Estação de reciclagem de óleo;
- Acessibilidade: todos os quartos, chalés, áreas comuns e de lazer são 100% adaptados para pessoas com mobilidade reduzida – assim como as selas para os passeios a cavalo, as bicicletas e quadriciclos, as charretes e o gira-gira do parquinho. Os ambientes têm sinalizadores horizontais e verticais e placas indicativas em braile.

POUSADA DOM CAPUDI (Bombinhas, SC) - Coleta seletiva de lixo; - Transformação do lixo orgânico em adubo, que é usado na horta; - Uso de energia solar; - Economizadores de energia nos quartos; - Uso de lâmpadas frias em vez de incandescentes; - Reaproveitamento de água da chuva na irrigação dos jardins e na limpeza da área externa da casa; - Ambientes decorados com peças de diversos artesãos da comunidade local; - Restos de materiais de construção foram reaproveitados no estacionamento da pousada; - Campanha de limpeza das praias.Txai (Itacaré, BA) - Programa Companheiros do Txai: o hotel apoia 23 famílias de pequenos agricultores da região, que recebem uma renda mensal para produzir alimentos 100% orgânicos. Os produtos abastecem o restaurante do hotel e o restante é vendido numa feira orgânica em Itacaré; - Projeto Txaitaruga: visa proteger as tartarugas marinhas que desovam nas praias da cidade (e principalmente na Praia de Itacarezinho, onde está instalado o resort); os técnicos (capacitados pelo Projeto Tamar) monitoram mais de 30 km de praias, realizam oficinas nas escolas da região e tentam conscientizar os pescadores sobre a questão; - Também por causa das tartarugas, a iluminação é bem suave nas alamedas do hotel próximas da areia; - Apoio a projetos sociais na cidade; - Resort fica numa área equivalente a 100 campos de futebol de Mata Atlântica preservada – e apenas 3% dessa área é construída; - As paredes das áreas sociais são revestidas com casca de coco, os quadros da decoração são feitos com madeira reciclada, as luminárias são de corda de dendê e os tapetes, de palha de coco; - O lixo orgânico é transformado em adubo e o restante é enviado a Ilhéus para reciclagem; - Toda a água utilizada é tratada e serve para irrigar os jardins.
IBITI HOTEL RURAL (Monte Alegre do Sul, SP)
- Separação do lixo orgânico e do reciclável;
- O lixo orgânico vai para compostagem e é transformado em adubo para o pomar e a horta;
- Praticamente não utiliza alimentos industrializados na cozinha: tudo vem da horta e do pomar da propriedade e tudo é feito por lá (pães, geleias, iogurte, queijos, licores – leite tirado da vaca na hora);
- Uso de energia solar – inclusive no aquecimento da piscina;
- Uso de material de demolição em algumas construções;
- Revertem os lucros da coleta seletiva de lixo para a comunidade local;
- Evitam gerar lixo desnecessário com embalagens de plástico ou latas. 

APOENA ECOPOUSADA (Sítio do Conde, BA) - As construções e os caminhos foram planejados de maneira a interferir e prejudicar o mínimo possível a vegetação local; - Reaproveitaram todo o entulho da obra na própria construção – sobras de madeira, por exemplo, viraram móveis; - Garrafas PET são reutilizadas na montagem de coletores solares para aquecimento da água; - Reciclam latas de alumínio – e o lucro vai para os funcionários; - Plásticos e vidros são levados para Salvador para reciclagem; - Lixo orgânico vira adubo; - Todas as lâmpadas são econômicas; - Há economizadores de energia nos quartos; - A água da piscina é tratada com lâmpadas UV para evitar o uso excessivo de cloro; - Plantaram 350 mudas de coqueiro no terreno; - Têm planos de trabalhar com captação de energia eólica e fotovoltaica; - Todos os funcionários são da comunidade local; - Os proprietários sempre explicam aos hóspedes as ações sustentáveis da pousada; - Pães, bolos, geleias feitos na casa. 
COSTÃO DO SANTINHO RESORT (Florianópolis, SC) - Tratamento de água e de esgoto; - Reutilização da água da chuva para lavagem das áreas externas do hotel e também para irrigação dos jardins; - Usina de reciclagem de lixo – o orgânico vai para compostagem e o inorgânico, para reciclagem; - Uso de lâmpadas econômicas; - Óleo de cozinha usado é reaproveitado na fabricação de sabão.
Além de:
- Ibiquá Eco Resort, Avaré/SP

- Pousada Lagoa do Cassange, Barra Grande/BA
- Marin Château, Bombinas/SC
- Pousada Alto da Boa Vista, Campos do Jordão/SP
- Pousada Encantos da Terra, Canela/RS
- Don Ramón, Canela/RS
- Canto das Águas, Chapada Diamantina - Lençóis/BA
- Hotel de Lençóis, Chapada Diamantina - Lençóis/BA
- Chez Domaine, Domingos Martins/ES
- Eco-Pousada Teju-Açu, Fernando de Noronha/PE
- Pousada da Vigia, Florianópolis/SC
- Bangalôs da Serra, Gramado/RS
- Canto Verde, Gramado/RS
- Pousada Ilha do Papagaio, Ilha do Papagaio/SC
- Aldeia dos Lagos, Manaus (hospedagem na selva)/AM
- Pousada Uacari, Manaus (hospedagem na selva)/AM
- Pousada Cafezal em Flor, Monte Alegre do Sul/SP
- Refúgio Ecológico Caiman, Pantanal - Miranda/MS
- Pousada Araras Eco Lodge, Pantanal - Poconé/MT
- Pousada Piuval, Pantanal - Poconé/MT
- Pousada Águas de Parati, Paraty/RJ
- Fazenda das Videiras, Petrópolis/RJ
- Ronco do Bugio, Piedade/SP
- Fazenda Tabapuã dos Pireneus, Pirenópolis/GO
- Pousada Arvoredo, Pirenópolis/GO
- Toca da Coruja, Praia da Pipa/RN
- Pousada Solar Mirador, Praia do Rosa/SC
- Paraíso Eco Lodge, Ribeirão Grande/SP
- Pousada do Toque, São Miguel dos Milagres/AL
- Rosa dos Ventos, Teresópolis/RJ
- Bühler, Visconde de Mauá/RJ
- Pousada Rancho das Framboesas, Visconde de Mauá/RJ


PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS

Pesquisa por meio de artigos, revistas, internet e livros que descrevam conceitos relacionados ao tema e que sirvam de embasamento teórico para o posicionamento tomado pelos autores.

ANÁLISE E APRESENTAÇÃO DE RESULTADOS

Os selos ambientais não são obrigatoriedade nos meios de hospedagem brasileiros, mas já há uma preocupação quanto a implantação dos mesmos já que eles agregam valor ao produto e atraem um público-alvo diferenciado, que os mesmos querem atingir.
         Atualmente no Brasil ainda há poucos empreendimentos que estão regularizados quanto aos selos já que oficialmente foram encontrados segundo a ONG Green Building Council Brasil, em apenas 14 estabelecimentos hoteleiros.
        Em uma análise com base nos conceitos pesquisados pode desenvolver-se a seguinte tabela de vantagens e desvantagens da implantação dos selos ambientais. 
IMPLANTAÇÃO DOS SELOS AMBIENTAIS

VANTAGENS
DESVANTAGENS
·         Redução dos gastos de operacionalização do hotel em 40%
·         Padronização dos serviços segundo o ISO 14001
·         Melhoria da imagem da marca ao público externo e interno da organização
·         Melhor integração com a comunidade local
·         Diferenciação no mercado



·         Aumento de 5% a 10% no custo de implantação
·         Cuidados especiais e gastos com operações que antes eram simplórias
·         Aumento do preço de locação das UH’s
·         Afastamento de alguns público-alvos


    Quando se compara as vantagens e desvantagens é possível perceber a grande diferença de valores e que são maiores das vantagens do que as desvantagens e que as mesmas trazem benefícios tanto em curto prazo quanto em longo prazo, e que a construção da imagem de uma marca é realizada através de todos os atributos da empresa como: colaboradores, elementos psicossociológicos, qualidades etc.
           A implantação dos selos ambientais traz também o cunho educativo e social para os indivíduos utilizadores daquele serviço, já que os mesmos estarão observando os detalhes e cada ponto positivo e negativo do meio de hospedagem e quando acontece de serem lembrados sempre da política do hotel e sobre os selos que possuem, os hóspedes acabam  muitas vezes incorporando comportamentos e sendo coagido aos poucos a não fazerem desperdícios, jogarem lixo no chão e procurar respeitar o direito de todos.
       Na realidade brasileira a implantação dos selos está trazendo e trará uma melhor visão da preocupação das empresas em cada vez mais procurarem estar em prol da sociedade e da vida pacífica, além de, procurar minimizar gastos e desperdícios, isso que contribui tanto para o usuário tanto quanto para o dono do empreendimento hoteleiro, já que ambos serão beneficiados, o primeiro com um ambiente mais natural, mais social e clean, e o outro com a redução de gastos e o valor agregado que trazem os selos ambientais.
        Além da implantação dos selos é importante saber utilizá-los com planejamento estratégico e tático para que cada ação seja uma etapa de melhoramento do empreendimento hoteleiro e que esta seja entendida de forma coesa pelos possíveis e os atuais clientes como mais uma diferenciação de mercado, podendo assim, atrair maiores fatias de mercado, gerando maior lucro e receita líquida para a empresa.
     É preciso que os visionários hoteleiros do Brasil, percebam que a evolução do mercado hoteleiro é um processo contínuo e permutável e que inovações devem ser feitas para manter a competitividade e posicionar da melhor forma possível o empreendimento hoteleiro no trade, sendo este reconhecido como um hotel de primeiro mundo.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

É muito importante que os profissionais e todas as pessoas ligadas à hotelaria e ao turismo valorizem as certificações ambientais. Numa época de grandes catástrofes e desastres naturais inesperados é quase obrigatório que os cidadãos e governadores aprendam a ser cada vez mais politicamente e ambientalmente corretos.
Deve haver um equilíbrio entre a manutenção da rentabilidade e a redução do impacto ambiental causados pelas empresas, não só no Brasil mas também internacionalmente falando. Para surgirem hotéis e outros meios de hospedagem dentro dos padrões ambientais tão desejados por todas as pessoas conscientes é preciso todo um planejamento, desde a construção, gestão, conforto e saúde, até programa, concepção e realização. O governo brasileiro com seus ministros devem sentar-se e discutir o assunto, até um dia criar e promover, disseminar tecnologias, materiais, processos e procedimentos mais sustentáveis na construção civil e em outras atividades essenciais para o setor, uso de recursos como água e energia gerando menos impacto socioambiental, por exemplo.
Poucos empreendimentos utilizam esses selos ambientais e são pouco divulgados e não tão valorizados pela população local e hóspedes em geral. Algo tão importante para a valorização do local e a comunidade ali existente, que não destrói seus recursos naturais, acaba não sendo reconhecido por seu valor e caráter bastante a frente, que busca uma melhoria do ambiente que afetará diretamente a todos os integrantes do planeta.
O Brasil pode deixar de ser “bom” e torna-se um país com sua hotelaria “excelente”, depende apenas das gestões e futuras gerações de turismólogos e hoteleiros.

Referências bibliográficas
GONÇALVES, Luiz Claúdio., Gestão Ambiental em Meios de hospedagem: São Paulo: Ed. Aleph, 2004
CAPRA, Fritjof. O ponto de mutação. São Paulo: Cultrix, 1982.
CHAMUSCA, André Carlos Iranzo; CENTENO, Cláudia Rodrigues. Gestão ambiental em meios de hospedagem...(_)
NASCIMENTO, L. F. Rotulagem Ambiental. 2002. Disponível em:
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_______. A rotulagem Ambiental e suas Implicações. 2000. Disponível em:
Acesso em: 18 mai. 2011.
KOHLRAUSCH, Aline Knopp. Selos ambientais: qual seu papel e influência no processo de compra de produtos orgânicos? Disponível em:. Acesso em: 18 mai. 2011.
Disponível em:. Acesso em: 07 jun 2011
http://www.bsibrasil.com.br/certificacao/sistemas_gestao/normas/iso14001/


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Até a próxima!!
Uan_




















Um comentário:

Sara disse...

Espero que este hotel pode ser uma realidade em algum ponto, porque nós precisamos de pessoas para conhecer o nosso país e essa é a melhor maneira de fazer a verdade é que eu acho que vai ajudar este tipo de coisa para que possamos ter os melhores hotéis em sp